a umidade
relativa do
amar
também está
baixa.
29 de maio de 2012
10 de maio de 2012
Acordar ao teu lado de manhã, sentindo tua pele encostar na minha por entre os lençóis brancos embolados em nosso corpo, amassados, desgrenhados. Sentir teu cheiro, misturado com um pouco de suor, e teu cabelo desvairado espalhado por todos os cantos. Acordar e te ver dormindo, com uma paz que daria inveja em qualquer místico. Acordar e sentir a vontade de congelar aquele momento, não numa fotografia, em algo muito mais eterno. Te acordar com um beijo, acordar teu corpo todo, cada pedaço vibrando a intensidade da nossa proximidade, sentir teus pêlos arrepiando. Te amar, revirar, agarrar, amassar. Te fazer gemer, gritar, implorar, pedir socorro. Lamber a carne dos teus ossos, ser teu cão amigo. Te fazer perder o ar, não conseguir mais respirar, fazer teu cérebro derreter. E, assim, derretidos, líquidos e fluídos, sermos um só e não sobrar nada; nem eu, nem você, nem nossas dualidades.
5 de maio de 2012
28 de abril de 2012
25 de abril de 2012
17 de março de 2012
muda e nua e tua
acordei com palavras na língua
com vontade de susurrar rimas
acordei com saudade de conversar com você
com vontade do nosso silêncio conjunto
mas quando abri os lábios
os sons não saiam
e o desespero imperou
a mudez se tornou nudez
pois não haviam palavras me cobrindo
eu estava vazia
sozinha
longe de qualquer abrigo construído pela poesia
e desde então
fiquei calada
e meu olhar se tornou uma vala
abismo infinito de melancolia
meus gestos fracos e sem vida
não significam mais nada
e me parti em silêncio
até que hoje acordei de novo
como se estivesse adormecida há tantos anos
e no meio de um suspiro longo
me despedi do meu asilo
ainda não tenho certeza se elas voltaram
mas o silêncio se tornou um incômodo
e a vontade ressurgiu das cinzas
e disse baixinho no meu ouvido "não adianta fugir".
com vontade de susurrar rimas
acordei com saudade de conversar com você
com vontade do nosso silêncio conjunto
mas quando abri os lábios
os sons não saiam
e o desespero imperou
a mudez se tornou nudez
pois não haviam palavras me cobrindo
eu estava vazia
sozinha
longe de qualquer abrigo construído pela poesia
e desde então
fiquei calada
e meu olhar se tornou uma vala
abismo infinito de melancolia
meus gestos fracos e sem vida
não significam mais nada
e me parti em silêncio
até que hoje acordei de novo
como se estivesse adormecida há tantos anos
e no meio de um suspiro longo
me despedi do meu asilo
ainda não tenho certeza se elas voltaram
mas o silêncio se tornou um incômodo
e a vontade ressurgiu das cinzas
e disse baixinho no meu ouvido "não adianta fugir".
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